Bia Saltarelli, Blog

Amor, palavra-escrava

Enquanto eles amam, eu desvio. Enquanto eles leem, eu rio.
Não me chame de poeta. Eu, que nunca pensei nas métricas.
Que sou do verso, da vida e do espírito livre.
Minha única prisão é o viver sentindo em excesso.
Não sou escritora, não tenho autonomia. Não sou criativa nem extrovertida.
Eu sou só instrumento de escrita. Refém da palavra.
Refém daquilo que há de mais intenso e humano nessa vida. Aquilo que eles ainda nem sabem o que é.
Escrava do amor. Escrava de amar.
Desejo único de me doar.
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Bia Saltarelli, Blog

Beatriz – 31

Não por acaso fui nomeada Beatriz. Eu, que não passo de uma espécie de musa dantesca. Um tipo de Rita Hayworth piorada. E tenho o inexorável destino daquela do amor impossível; que só pode chegar ao paraíso depois de passar pelo inferno da paixão. Aquela que o Chico cantou e pediu para ser levado para sempre. Aquela que só pode ser amada por algo da ordem da ilusão. Porque para amar uma verdadeira Beatriz é necessário um desprendimento de alma. Um desprendimento que eles não conseguem ter. Porque querem tomar posse. E isso não é amor. E eu, que me apaixonei por Nabokov e Nelson Rodrigues antes dos 17, aos 31 ainda não aprendi a deixar me amar.
Eu, que sobrevivi aos 30, idade na qual Sylvia Plath deu fim à própria vida, e que para nunca me esquecer de mim, marquei as costelas com aquela citação. Aquela que diz sobre querer importante sendo diferente, enquanto as outras são todas iguais. Como gado marcado a ferro e fogo. Porque tenho essa alma de bicho solto. Porque antes de ser sua, sou minha. Porque até hoje eu só sei a ser a mulher da minha vida. Porque assim como Tieta também não sou mulher feita da costela de Adão.
Porque pode me ler e até me levar pra cama. Se apaixonar pela Bia. Mas para amar…amar uma Beatriz…amar uma Beatriz pede coragem. Coragem para amar só pelo amor e para ser o que se é. Porque é assim que ela é. E é assim que eu sou.
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Bia Saltarelli, Blog

Carne

Eu não falo grego mas ainda assim não me entende. Não são apenas 140 caracteres, mas essas conversas digitadas não me dizem mais nada. Porque nem mesmo mil palavras iriam me acalmar o desejo.
Porque a minha pele ainda se arrepia ao lembrar do toque e aquele cheiro ficou impregnado em cada parte do meu corpo. E posso sentir o sangue latejando, enquanto a carne clama intensamente essa presença, ao mesmo tempo em que escuto o Chico cantando: “meu corpo é testemunha do bem que ele me faz”.
Porque algo em mim teima em te dizer sim. Em querer ainda mais. Em te querer mais.

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Bia Saltarelli, Blog

2015 – Best Quotes

Chegou. Aquela frescura toda de final de ano que a gente “ama”, as retrospectivas e promessas que no próximo ano será diferente. Ironias à parte, por aqui você também confere “os melhores do ano”. Lembrando que para ler o texto na íntegra é só clicar nas imagens.

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