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Espalhe Cultura: 07/2014

Julho_Cultura

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Publicado por em 29/07/2014 em Bia Saltarelli

 

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Fim

Os olhos borrados escancaram o que eu não quero ver. Decretam o fim daquilo que mal começou. As lágrimas escorrem enquanto tento arrancar uma dor pungente de dentro do peito. Volto para mim e me vejo sozinha. Sozinha e mulher. Como bicho abandonado. Como menina jogada na rua. Não me reconheço. Sinto falta e não sei do que. Uma parte de mim foi embora com ele no mesmo momento que eu disse adeus. É como se algo quisesse me convencer que o amor não é mesmo pra mim. Nada adianta, ninguém é suficiente e ele não era mesmo diferente. Me sinto menina, ingênua, errada, pequena. De que vale me acharem bonita? Para que salto alto, luzes no cabelo, pele macia e cheiro de baunilha no pescoço? Para que intensidade se não existe entrega? Para que verdade se não existe coragem? Para que sentimento em tempos de desejos tão efêmeros e amores líquidos?
 
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Publicado por em 27/07/2014 em Bia Saltarelli, Blog

 

Censurado

Como aquele dia em que eu disse pra ele que meus pensamentos eram censurados. É que ele não sabe dos meus anseios. Não sabe do meu desejo de tê-lo comigo e sentir também o desejo dele por mim. Sentir a necessidade do meu corpo me dizendo querer mais, enquanto ele insiste e eu me esquivo. Sentir o toque das mãos, os corpos colados e os lábios se encontrarem. É que ele não imagina a minha vontade de me perder nesse jogo; de corpos, de desejos urgentes, de vontades insaciáveis e sentimentos ardentes. De me sentir dona de mim sendo toda dele: toda entregue a ele.

 
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Publicado por em 20/07/2014 em Bia Saltarelli, Blog

 

Impossibilidades

Mas sabe, todo homem tem aquela mulher por quem ele largaria tudo.
Porque me queria. Me quis desde o início mas não podia aceitar.
Mas olhe, eu te entendo. Não mexa com isso. Afinal, eu não fui feita para entendimentos.
Sim, case com ela. Vocês serão felizes. Até porque nem sempre as paixões existem para ser realizadas. As vezes a gente só precisa sonhar.
E eu sou mesmo dada aos sonhos impossíveis.
Se convivesse comigo você teria que entender meus defeitos e minhas aflições.
E se eu te pedisse pra largar tudo e irmos embora? Eu sei. Você não iria. Porque suas ilusões iriam se desfazer e perceberia o quão frágil eu também posso ser.
Mas você sabe, eu sei. Eu sou aquela mulher. Aquela que eu disse no começo do texto. Mas ambos também sabemos que nem sempre é com aquela que as coisas dão certo. E hoje eu finalmente entendo o que o Chico diz com “amores serão sempre amáveis”.
Eu só quero que você saiba que ainda assim, pra você nunca irão faltar o meu carinho e o meu desejo.
***

 
2 Comentários

Publicado por em 13/07/2014 em Bia Saltarelli

 
 
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