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Vermelho

É que ele não sabe.
Não sabe que eu pinto os lábios de vermelho para acalmar meu coração inquieto.
Ele nem mesmo sabe desse coração tão inquieto.
Não sabe dos abismos que acompanham os meus textos.
Ele não sabe do que eu escrevo pra ele. E nem sabe me ler pra me entender.
Não sabe que os livros são meu refúgio.
Ele não sabe de quando eu pego no sono com um livro nos braços.
Não sabe que preciso de uma explicação ou apenas um abraço.
Ele não sabe das emoções que transbordam em mim.
Não sabe do preço que eu pago por ser intensa e perturbadora.
Ele não sabe do meu desassossego.
Não sabe do meu desejo de desejar.
Ele não sabe da minha necessidade de amar.
Ele não sabe
Não sabe de mim e eu não sei dele.
 
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Publicado por em 01/09/2014 em Bia Saltarelli, Blog

 

Espalhe Cultura: 08/2014

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Publicado por em 28/08/2014 em Bia Saltarelli, Blog

 

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Off

Tem dias nos quais toda tecnologia deveria ser extinta. Não posso mais viver online.
Desejo de sumir no mundo, de não ser encontrada e jamais me encontrar. Desejo de me perder e não permitir que ativem a minha localização.
O Instagram é o instrumento de tortura da nossa era.
Pra que blog se posso escrever só pra mim, nas páginas do diário ou do velho caderninho que anda sempre na bolsa?
Pra que essa infinidade de sites e aplicativos que dizem nos conectar mas só nos mantém distantes? Não quero mais conversas digitadas e muito menos contatos virtuais.
Quer falar comigo? Ligue no telefone da minha casa. Quer me ver? Bata na minha porta; te conto dos meus planos, tomamos um café e quem sabe falamos até das nossas angústias e amores?
Quer me amar? Esqueça mensagens e faça o favor de me deletar do WhatsApp. É que ainda não aprendi a amar online. Meu amor precisa de olho no olho e toque da pele. E meu desejo é muito pra quem se conforma com tão pouco.
 

Eles V

De nada me valem tantos interesses e caprichos. Enquanto um me jura amor eterno o outro acha que me impressiona ao falar de sexo. A maior parte deles se assusta com minha alma de bicho solto e ainda tem aquele. Aquele que foi embora do modo mais covarde: levou junto uma parte de mim e sequer olhou para trás pra dizer adeus.
E eles não entendem porque ainda me sinto perdida. O mundo é pequeno pra tanto desassossego. As pessoas sentem pouco, se importam pouco. Tudo é tão pouco pra quem sente demais. E eu ainda busco um amor que me leia, me sinta, me revire, me desvende, me ensine. Tenho paixão mas também tenho pudor. Não sou dama da sociedade e nem banco a mulher moderna.
E eu ainda te peço: me ensina, me traduz pro seu idioma porque eu não falo a língua desse mundo.
 
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Publicado por em 18/08/2014 em Bia Saltarelli, Blog

 
 
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