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Escrever

Hoje não queria escrever. Bati o pé, lutei contra mim, tentei afastar pensamentos.
É que escrever me aproxima demais de mim. Escrever me traz uma relação tão próxima que nem sempre sou capaz de suportar.
Quando escrevo sou só. Apenas eu mesma, fundamentalmente humana lutando contra sentimentos, dúvidas e temores.
Quando me acontece a escrita sinto cada agulhada, cada fisgada emocional, como se toda palavra que me sai fosse formada por um retalho de emoções. Quando termino um texto fico em frangalhos. Rasgada e despedaçada como se tivesse acabado de me partir.
Escrever é quebrar os silêncios mais intensos. É um grito que só eu posso ouvir. É exteriorizar demônios internos.
Escrever pra mim é me perder. Me perder do real e me encontrar em outro lugar, outro plano. Me perder na vida e me encontrar na escrita.
 
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Publicado por em 06/07/2014 em Bia Saltarelli

 

Espalhe Cultura: Cícero para Livraria Cultura

Quem me conhece ou é leitor do blog sabe que sou apaixonada por caderninhos estilo Moleskine. Tenho vários e anoto tudo neles. Poemas, frases soltas, contas do mês, lembretes, estudos. Inclusive vários textos que são postados aqui foram escritos em algum desses caderninhos. Sempre tenho um na bolsa e alguns outros em casa.

Até certo tempo atrás não era tão fácil encontrar esses caderninhos por aqui. Mas de uns tempos para cá, surgiu a Cícero, a Moleskine brasileira. Sou apaixonada pelos produtos da marca.

Além de contar com várias opções de modelos, a Livraria Cultura ainda tem produtos exclusivos em parceria com a Cícero. Cada um mais lindo que outro! Vale querer coleção?! :)

Junho

Para ver informações e detalhes dos produtos é só clicar na imagem. 

Atenção: Este post não é um publieditorial mas o blog faz parte do programa de afiliados da empresa.
 
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Publicado por em 02/07/2014 em Bia Saltarelli

 

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Fornalha

Eu que nasci em signo de terra mas tenho a alma feita de fogo acho que vivo no meio de uma fornalha. Um caos de afetos, amores e delírios. Vivo por um sentimento que corrói. Sou criatura selvagem, como bicho que não pode ser domado. Devorada e desmembrada apenas por emoções. É que meu desejo não vem do corpo. Tenho essa alma inflamada e a mim não resta outra saída senão seguir os impulsos. Ora, eu não posso negar se meu corpo pede mais. Se tudo em mim quer sempre mais. Humanamente mulher. Instintivamente humana. Irremediavelmente entregue.
 
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Publicado por em 29/06/2014 em Bia Saltarelli

 

Febre

Taquicardias. De repente estou inquieta, em estado de alerta. Um desejo queima, toma conta, invade o corpo. Me bagunça, me tenta, me desordena.
Me sinto incendiar, como se estivesse ardendo em febre. Febre do corpo todo. Me sinto queimar, quase sufocar, como se cada parte de mim me desse um sinal, clamando por ele e pela necessidade de saciar esse desejo que me consome.
É que ele não é óbvio como os outros. Ele me atiça, me desafia, me impele a esse jogo. E agora tudo é ainda mais intenso com esse impulso que percorre a espinha e me faz ter vontade de ser tomada por ele no anseio de me sentir livre, inteira, entregue, mulher.
 
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Publicado por em 15/06/2014 em Bia Saltarelli

 
 
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