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Desajustada

De repente, depois de alguns dias de calma aparente, em mim tudo explode novamente. É tudo culpa dessa alma perturbada que se desajusta quanto mais tenta se ajustar. Desse fogo que me queima toda vez que tento apagar. É que tenho sedes afetivas insaciáveis e não sei como viver nesse mundo de relações pela metade. É muita intensidade para pouca entrega. Tanto sentimento para desejos tão pequenos. E eu, que só aprendi a ser a mulher da minha própria vida, fico pensando se algum dia ainda vou me deixar ser a mulher da vida dele.
 
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Publicado por em 28/10/2014 em Bia Saltarelli, Blog

 

Perfect Tee for today: Sylvia Plath

Porque hoje seria o aniversário dela e eu não poderia deixar de falar dessa escritora que me inspira tanto. De alguém que soube usar toda experiência emocional e transformá-las em textos. Sylvia Plath nasceu em 27 de outubro de 1932 e, se ainda fosse viva, faria hoje 82 anos. Então ficaa dica de uma tee perfeita para o dia de hoje. A camiseta pode ser encontrada no site da Vandal.

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Publicado por em 27/10/2014 em Bia Saltarelli, Blog

 

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Fragmentos III

Eu, que sempre tentei ser toda na verdade não sou mais do que alguns restos. Fragmentos de um desejo pungente, restos de amores ardentes. Dos amores que eu pensei serem para sempre e hoje não passam de vagas lembranças que só sobrevivem por algumas poucas fotos guardadas. Dos amores que passaram e eu não pude viver. Dos amores que trouxeram tantas dores e dos amores certos nas horas erradas. Dos amores que me mandaram embora quando eu estava prestes a me apaixonar e dos que eu fui embora quando me pediram pra ficar. Dos amores que vieram e eu não soube amar. Dos amores que eu busquei tentando me encontrar. Dos amores que eu nunca entendi mas ainda assim não deixei de sentir.
 
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Publicado por em 13/10/2014 em Bia Saltarelli, Blog

 

Quase 30

Daqueles dias nos quais eu paro por alguns minutos e tento entender o que é que estou fazendo aqui. Aos quase 30 anos eu tenho cada vez menos certezas. Essa viagem chamada “vida” às vezes perde um pouco o sentido e as buscas ainda fazem mais parte do que os caminhos certos. A insegurança aumenta na mesma proporção que o desejo de realizar e cada vez mais eu sei que não quero simplesmente passar os dias esperando minha vez de ir embora. Eu, que às vezes pareço tão “bem resolvida”, ainda preciso de alguém que me cuide, me entenda, me explique e me ensine. Durmo tarde e só quem vive nessas noites de insônia sabe o sentido real de se sentir viva. Viva e ao mesmo tempo morta. Aos quase 30 anos os amores são cada vez mais líquidos e o desejo de amar é cada vez mais sólido. Aos quase 30 anos a angústia aumenta mas a gente descobre que só pelas dúvidas e questionamentos a gente pode se tornar quem é. Aos quase 30 anos eu sei que a idade não é mais do que um artifício inventado pelos homens. Aos quase 30 anos eu preciso de menos certezas e muito mais amor no peito.
 
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Publicado por em 05/10/2014 em Bia Saltarelli, Blog

 

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