O que é ser uma diva? Foi essa pergunta que me fiz depois de reler o delicioso livro Divas Abandonadas – os amores e os sofrimentos das 7 maiores divas do século XX – da Teté Ribeiro. Para quem não conhece – já adianto que vale a pena ler e que foi depois dele que me apaixonei pela Sylvia Plath – o livro traz os pontos principais da história de 7 mulheres – Lady Di, Jack O., Sylvia Plath, Maria Callas, Tina Turner, Ingrid Bergman, Marilyn Monroe.
A palavra DIVA, deriva do latim e significa divindade feminina, deusa. Inicialmente foi usada para qualificar cantoras de óperas e depois passou a ser usada para referir-se a personalidades do cinema e da música e até mesmo moças bonitas e/ou inspiradoras.
Mas afinal o que essas 7 divas do livro tem em comum?
A questão que mais chama a atenção e que provavelmente as ajudou a chegar às posições em que chegaram e ter tanto destaque publicamente é que elas realmente estavam à frente do seu tempo. Além disso, tinham aquele “tchan”, aquele ingrediente especial e quase mágico que não se explica. E, se por um lado isso foi extremamente positivo a parte negativa também fez parte da vida dessas mulheres, que em vários momentos pareciam deslocadas do meio em que viviam. É como se o mundo em que viveram ainda não estivesse preparado para elas ou vice-versa.
Outra consequência dessa característica é a conturbada relação entre vida pública X vida privada e poder X fragilidade. O fato é que enquanto tinham sucesso e uma vida bem sucedida aos olhos do grande público na intimidade todas elas passaram por grandes aflições, angústias e depressões. Não é à toa que algumas tiveram diversos problemas com peso, outras foram abatidas pelo uso de drogas/álcool e algumas ainda tiveram mortes trágicas por suicídio ou overdose.
Também é marcante a dificuldade dessas divas nos relacionamentos amorosos. Todas passaram por sofrimentos intensos e relações conturbadas, com direito a traições, abandonos, acessos de ciúmes, humilhações e brigas e divórcios que se tornaram públicos.
Bom, olhando a vida de mulheres tão inspiradoras fica evidente que ser uma diva é tão simples quanto parece. Como disse Manoel Carlos no texto da orelha do próprio livro: “Quase sempre os holofotes em cima de uma mulher, ao mesmo tempo em que a iluminam para os outros, a obscurecem para ela mesma(…)”.
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