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Fim II

Vejo você se afastar e penso em tudo que poderia ter sido. Não consigo me convencer que simplesmente me deixou partir sem dizer nada quando tudo o que eu mais queria era ficar. Eu achei que tinha acabado mas ainda dói e hoje meu sorriso é só pra te enganar. Pra me enganar. Pra fingir que não ligo. Pra mostrar que não me importo. Mas a verdade é que não sei me dar pela metade. Meu coração sempre vai junto: inteiro, entregue, buscando amores e criando laços. E eu me vejo sozinha de novo. Com meu coração partido e meus sonhos desfeitos. E agora tudo que ainda me resta é uma caneta na mão e as páginas de um velho caderno. E eu escrevo, escrevo o segundo fim e quem sabe até o terceiro como se, de alguma maneira, algum desses textos pudesse te trazer de volta.
 
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Publicado por em 03/08/2014 em Uncategorized

 

Espalhe Cultura: 07/2014

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Publicado por em 29/07/2014 em Bia Saltarelli

 

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Fim

Os olhos borrados escancaram o que eu não quero ver. Decretam o fim daquilo que mal começou. As lágrimas escorrem enquanto tento arrancar uma dor pungente de dentro do peito. Volto para mim e me vejo sozinha. Sozinha e mulher. Como bicho abandonado. Como menina jogada na rua. Não me reconheço. Sinto falta e não sei do que. Uma parte de mim foi embora com ele no mesmo momento que eu disse adeus. É como se algo quisesse me convencer que o amor não é mesmo pra mim. Nada adianta, ninguém é suficiente e ele não era mesmo diferente. Me sinto menina, ingênua, errada, pequena. De que vale me acharem bonita? Para que salto alto, luzes no cabelo, pele macia e cheiro de baunilha no pescoço? Para que intensidade se não existe entrega? Para que verdade se não existe coragem? Para que sentimento em tempos de desejos tão efêmeros e amores líquidos?
 
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Publicado por em 27/07/2014 em Bia Saltarelli, Blog

 

Censurado

Como aquele dia em que eu disse pra ele que meus pensamentos eram censurados. É que ele não sabe dos meus anseios. Não sabe do meu desejo de tê-lo comigo e sentir também o desejo dele por mim. Sentir a necessidade do meu corpo me dizendo querer mais, enquanto ele insiste e eu me esquivo. Sentir o toque das mãos, os corpos colados e os lábios se encontrarem. É que ele não imagina a minha vontade de me perder nesse jogo; de corpos, de desejos urgentes, de vontades insaciáveis e sentimentos ardentes. De me sentir dona de mim sendo toda dele: toda entregue a ele.

 
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Publicado por em 20/07/2014 em Bia Saltarelli, Blog

 
 
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