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Fornalha

Eu que nasci em signo de terra mas tenho a alma feita de fogo acho que vivo no meio de uma fornalha. Um caos de afetos, amores e delírios. Vivo por um sentimento que corrói. Sou criatura selvagem, como bicho que não pode ser domado. Devorada e desmembrada apenas por emoções. É que meu desejo não vem do corpo. Tenho essa alma inflamada e a mim não resta outra saída senão seguir os impulsos. Ora, eu não posso negar se meu corpo pede mais. Se tudo em mim quer sempre mais. Humanamente mulher. Instintivamente humana. Irremediavelmente entregue.
 
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Publicado por em 29/06/2014 em Bia Saltarelli

 

Febre

Taquicardias. De repente estou inquieta, em estado de alerta. Um desejo queima, toma conta, invade o corpo. Me bagunça, me tenta, me desordena.
Me sinto incendiar, como se estivesse ardendo em febre. Febre do corpo todo. Me sinto queimar, quase sufocar, como se cada parte de mim me desse um sinal, clamando por ele e pela necessidade de saciar esse desejo que me consome.
É que ele não é óbvio como os outros. Ele me atiça, me desafia, me impele a esse jogo. E agora tudo é ainda mais intenso com esse impulso que percorre a espinha e me faz ter vontade de ser tomada por ele no anseio de me sentir livre, inteira, entregue, mulher.
 
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Publicado por em 15/06/2014 em Bia Saltarelli

 

Livro

Você pra mim é como livro de cabeceira
Te pego
Te leio
Te viro do avesso
Te risco e rabisco
Te aperto contra o peito
Te reviro as páginas
Te devoro com os olhos
Te aliso com os dedos
Te levo pra cama
E durmo contigo

Te largo num canto
Te guardo na estante
Entre palavras e pausas
Pontos e vírgulas
Nesse vai e vem incessante
Até o último instante

 
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Publicado por em 09/06/2014 em Bia Saltarelli

 

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Restos

Eu não passo de uma desiludida. Uma desiludida cheia de ilusões.
De mim só sobraram restos. Fragmentos. Toda errada, toda inadequada.
Alguns ainda insistem mas quando eu me entrego eles não querem lidar com intensidade.
Acho que mesmo sem querer fui talhada para as fantasias, para os desejos do impossível.
Quando a imagem se quebra eles fogem. Mais ou menos como aquela história de Rita Hayworth e Gilda.
Sim, eu sei que lidar comigo é um fardo. Mas não me venha se não aguenta.
Não me afronta, não inventa que minha vontade só aumenta.
Não me venha suave porque só quero o que arrebenta
 
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Publicado por em 02/06/2014 em Bia Saltarelli

 
 
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