Só o que eu queria…

Eu queria acreditar, pelo menos por um momento, que, se você soubesse desse desatino voltaria correndo. Eu queria acreditar que, se de fato soubesse como me fez sentir, nunca teria tido coragem de ir embora de maneira tão covarde. Eu queria que você pudesse sentir o calor do meu corpo mais uma vez, mas queria, antes de tudo, que soubesse que, depois daquela noite eu só me senti qualquer coisa. Qualquer coisa que se joga fora. Qualquer coisa insuficiente. A vida me apresenta mil outras possibilidades e eu ainda queria que você pudesse ser o homem que eu preciso. Só queria que pudesse estar mais perto; muito além daquela playlist e dos livros que eu leio.

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Feliz ano novo

Primeiro de janeiro. Passo o dia na cama. De camisola nova, de renda e algodão. Aroma de baunilha e sabor de vinho tinto. Estou quase feliz. Sei que perder você foi o que me levou de volta pra mim. Mas desde que estamos distantes alguma coisa me falta. Como se o mundo ainda não me coubesse. Como vestir roupas grandes demais para meu corpo frágil. Como te desejar feliz ano novo de longe e só querer estar perto. Tanta educação, tanta polidez não combinam com desejos tão vorazes.

10 melhores posts de 2017

Fiz uma seleção dos 10 melhores poemas postados durante o ano. Para ler na íntegra basta clicar nas imagens!

Melhores_Desatino     Melhores_Desencarne

Melhores_Outono     Melhores_Night_and_day

Melhores_Ainda_pensas_que_nao_sei     Melhores_So_sou_louca_por_uma_coisa

Melhores_Desejo_de_mulher     Melhores_Intravenosa

Melhores_Sem_defesa     Melhores_Fazer_Amor

 

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No tapete atrás da porta

Ainda me recordo daquelas noites nas quais eu costumava me jogar no chão do quarto ouvindo “Atrás da porta” na versão de Elis: “até provar quinda sou tua”. Dizer que era dele era mais fácil do que assumir que nunca fui mais do que o vira-lata sem dono e tinha que dar conta sozinha. Como na história da “Dama e o Vagabundo”, só que nunca fui a dama. Quiçá apenas uma forma de me iludir, achando que eu tinha lugar no mundo só pra me afastar de mim e escapar dos becos sem saída da minha vida emocional e aceitar que talvez eu realmente prefira a crueza da solidão sem disfarces do que o vazio das relações em tempos líquidos. Porque a verdade é que busco esses pseudo romances pra me livrar do excesso de sentir e depois vejo que aquilo que eu tento chamar de amor é só um capricho, uma teimosia em tentar amar sem máscaras.

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