Quando a noite terminava…

É mais uma noite quando o peito aperta e sufoca como se o ar me faltasse. De segunda a sexta a rotina pesada alivia, mas se paro por apenas um segundo; dor, saudade, perda. Eu tentei ser de outro e, quando me dei conta, era a tua falta que eu sentia. Fracassei mais uma vez. Eram as tuas mãos que sabiam me tocar, teu corpo que se encaixava no meu e só as tuas carícias me estremeciam. Era por você que meu desejo ainda clamava quando a noite terminava.
Volto pra mim.
Não ser de ninguém é menos cruel do que ser dele sendo tua.
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Ainda vou sentir tua falta…

Pode passar 1 ano que eu ainda vou ter o teu gosto no meu corpo. Incrustada na pele a marca do desejo, do mesmo jeito que a Ella canta: “That this longing for you follows wherever I go […] Under the hide of me. Theres an oh such a hungry yearning burning inside of me”. E ainda que venham outros homens eu ainda vou me lembrar daquela noite de um dia 28 qualquer. E não importa que eu esteja bem ou que você esteja com ela. Porque ainda que não admita continua fugindo. Eu sempre vou ser aquela mulher que te perturba. E eu ainda vou sentir tua falta cada vez que outras mãos me tocarem. E cada vez que tiver que dizer “sim” para outro que não você.

No mundo dos adultos é assim…

Últimas horas de feriado. Taça de vinho tinto. Bronca por telefone: “no mundo dos adultos é assim que funciona”. Essa frase me destrói. Como o prédio que desabou na última madrugada em SP meu corpo desaba e minhas emoções viram apenas destroços. Por algum motivo aquela primeira perda, aos 21 anos, me vem à cabeça. Não existe espaço para sonhos ou fantasias. Talvez todas as contrariedades ainda me despertem medo. Talvez, essa busca por amor seja só uma desculpa pra dizer não. Porque a verdade é que eu ainda não consigo abrir a “porta da casa”. E, cada vez que ainda tento abrir dou logo um jeito de mandar as visitas embora. Ou talvez eu apenas não saiba fazer parte do mundo dos adultos. Talvez eu não seja parte nem disso que eles insistem em chamar de mundo.

Noite de domingo

Noite de domingo. Em uma última tentativa ela liga. O telefone chama, mas ninguém atende. Ela envia uma mensagem com um poema sobre São Paulo – escrito há mais de 2 anos  – e um trecho de livro como numa última tentativa: “porque teriam encoberto suas idiossincrasias”. Mas todas as idiossincrasias dela eram praticamente escancaradas. Ainda que ele a considerasse uma casa fechada com tetra chave e trinco na porta. É que é assim que a avó dela sempre fez. Desde a tenra infância, na casa da praia, quando a avó disse que o canteiro de jasmim era dela, até 2013, quando a menina ganhou o escapulário numa madrugada de novembro e entendeu que, a partir daquele momento, teria que se virar sozinha.
E ela se acostumou com isso e trancou a si quando pensou que tinha chegado ao final da história. Para tentar se sentir segura. Sem saber que tudo era só o começo. Mas ele sabe. Sabe que ela gasta tanto combustível brigando consigo que não aguenta; que uma hora ela desaba. Em algum ponto dessa história ela se torna doce e quer ser cuidada. Quer ser a menina dele. Mas é exatamente nesse ponto que ele vai embora.