Saudade

Eu nem me atrevo a chamar de saudade

essa angústia que agora me prende o peito.

Não tenho certeza.

Quase faz cócegas.

Incomoda. Perturba.

Quase dói. Tão juntos. Próximos.

Tão longe. Tão sintonizados.

Tão distante.

Tanta coisa por viver.

Aquela música por dançar.

Aquele último gole.

Saideira.

Eu não sei. Você também não.

Já não conto os dias, mas te espero quero.

Anúncios

Fôlego

Noite de insônia.

Um último resquício de saudade.

Um suspiro derradeiro.

Insuficiência pulmonar.

Esse amor que já não tem fôlego para respirar.

Eu só quis ser sua “sweet baby”.

Mas nunca me permitiu ser “só” mais que uma na sua vida.

Indiferença.

Não me diz. Não tem coragem.

Já não dói mais.

Sinto falta de outro.

Até mais…

Eu nunca acreditei que esse momento chegaria.

Mesmo com tantos desencontros eu acreditava.

Ainda me entregava inteira.

Mas chegou. E você deixou.

Elástico que afrouxa.

Eu escrevi para outro.

SEMPRE seria você.

Mas não posso mais lidar com suas escolhas.

Não quero mais.

Ainda tem medo demais.

Pra escolher quem te ama. Quem te escolhe.

Eu teimo em me entregar demais.

Mas eu sei que preciso de mais.