Desmitificando: uma reflexão sobre blogs, moda e itgirls.

“Milhões de garotas se matariam por esse trabalho…” O diabo veste Prada

Eu juro que pensei um milhão de vezes antes de decidir escrever este post (ele tá no meu rascunho há mais de 3 meses!). Não quero aqui fazer nenhuma crítica (no sentido negativo da palavra), nem julgar ninguém. Até porque acredito que cada um sabe o que é melhor para si. Outra coisa, não vou citar nomes porque o objetivo aqui é falar do assunto e não de ninguém, ok?

Para começo de conversa preciso dizer que eu também adoro moda, maquiagem e outras futilidades e leio alguns blogs já há bastante tempo, talvez uns 3 ou 4 anos. Sei que a evolução é inevitável e grande parte desse fenômeno é consequência da cultura e da sociedade (sociedade do espetáculo, já dizia Guy Debord) em que vivemos. Mas, mesmo com tudo isso, ultimamente algumas coisas tem me chamado a atenção e acho que é legal “conversarmos” sobre o assunto. Prontas?

Elas são as novas it girls. Atualmente é impossível falar de moda e beleza no Brasil sem citar as blogueiras. De garotas “normais” elas passaram a ser o centro das atenções. Atraem diversos patrocinadores e todas as marcas querem um espaço no blog delas. Mais do que garotas influentes, elas são verdadeiras máquinas de vendas. Tudo o que elas falam é levado muito a sério por suas leitoras. Se antes eram apenas garotas falando das sua vidas reais, hoje elas são referências de estilo e tem o poder de criar o desejo de consumo.

Antes de tudo, vamos parar para pensar juntas. Por que os primeiros blogs começaram a fazer sucesso? Aliás, primeiro vamos separar: existem os blogs que tem uma “história”, na qual uma “menina normal” resolveu começar a postar suas coisas pessoais, sua vida e nisso os assuntos de moda e beleza surgiram naturalmente; por outro lado existem os blogs que começaram a ver a oportunidade nos outros e pegaram carona, mas acabaram fazendo muito sucesso por serem meninas muito ricas e só.

Mas então, falando das verdadeiras pioneiras: começaram seus blogs despretensiosamente e nunca imaginaram que iriam ganhar dinheiro assim. No entanto, foram conquistando naturalmente um público que se identificava com aquilo uma vez que, ao invés de “personalidades famosas”, eram pessoas normais, falando de igual para igual, como se fosse uma conversa entre amigas. As postagens foram evoluindo e os assuntos de moda e beleza começaram a despontar. Apareceram então os looks do dia, que pareciam tornar a moda mais acessível, mais próxima. Aos poucos, foram se tornando formadoras de opinião, mais ou menos como a história da garota mais popular do colégio.  Algumas marcas começaram a perceber a nova força que estava se formando com os blogs e começaram a investir nessa nova forma de comunicação, que estava bem mais próxima de seu público alvo e de simples espaços virtuais, as blogueiras passaram a ter, com a própria imagem, um negócio e, mais que isso, uma marca lucrativa.

Agora, de onde vem essa força toda que os blogs adquiriram? Por que se tornaram tão influentes, a ponto de criar um desejo incessante de consumo? Simples: elas criam um desejo de ser igual. E, por terem começado como “normais” fazem esse desejo ser alcançavel, ou seja, são o equilíbrio perfeito entre realismo e idealização. Não é à toa a proliferação de tantos outros blogs (produção em série?).

No entanto, se por um lado elas são praticamente “endeusadas”, por outro recebem críticas, às vezes até muito agressivas – o que eu acho um absurdo (mas isso é  outro assunto) – e são acusadas de terem “se vendido”, de publicidade escondida (como no caso dos looks do dia, no qual ganham roupas e são pagas para usá-las) e de abusarem da própria imagem.

Agora, fala sério, que atire a primeira pedra quem iria recusar um emprego desses. Ganham bem, fazem coisas divertidas, ganham viagens, presentes das marcas, são famosas por serem elas mesmas. Realmente parece um mundo dos sonhos, não é mesmo? Ops! Acho que já vi essa “cena antes”! Vocês também conseguem perceber as semelhanças com o filme O diabo veste Prada? No filme, Andy era uma garota normal, buscando uma posição no mercado de trabalho e acaba caindo de paraquedas na revista de moda mais influente. O que acontece? A garota, que antes não ligava para a moda, acaba sendo seduzida por aquele mundo de glamour. São roupas maravilhosas, muitos “mimos”, viagens internacionais, contatos com as pessoas mais influentes, tudo maravilhoso até o dia que ela percebe que tudo aquilo não passa de uma ilusão e que, mesmo sem perceber, estava deixando de lado vários valores pessoais e aí resolve voltar para sua vida normal.

E é mais ou menos isso que acontece com os blogs: eles podem se tornar instrumentos que alimentam ilusões. Sabem por que ilusão? Se as blogueiras eram o meio de comunicação, hoje são ao mesmo tempo o meio e o produto. São a verdadeira personificação das marcas. No entanto, engana-se quem pensa que elas não fazem parte desse ciclo. Ao mesmo tempo que produzem, também estão sendo produzidas. Não é mais o “EU REAL“, mas uma imagem “melhorada” delas mesmas. A tão comentada evolução de estilo é produto da estetização sofrida. Querem um exemplo? Repararam que várias delas emagreceram (mesmo as que já eram magras!) depois do “boom”? Será apenas coinciência ou existe algo a mais?

Como eu disse no início do texto, a intenção aqui não é ofender ninguém. Quero apenas propor uma reflexão. Não estou condenando os blogs  (como eu já disse acompanho vários). Acho que  eles não podem ser ignorados porque  se tornaram um importante meio de comunicação e tem grande influência no “investimento” de moda e beleza no país. Algumas dessas blogueiras não estão aí por acaso. Mas, ao mesmo tempo, acho que, por terem se tornado tão profissionais e tão influentes, os blogs também tem que ter desenvolver um “código” de ética e responsabilidade. E quanto a nós, leitoras, proponho que continuemos a acompanhar nossos blogs favoritos. No entanto, com mais discernimento, mais consciência e análise do que estamos lendo e, principalmente, absorvendo.

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38 comentários em “Desmitificando: uma reflexão sobre blogs, moda e itgirls.

  1. Arrasou, Bião!!! Não sou muito “por dentro” desse universo, mas o texto é bem consistente. E não tenha medo de criticar. Quem tem um blog, dá a cara a tapa, quem publica, em qualquer meio, tem que se sujeitar a críticas. Nada contra as it girls receberem pelo que fazem, é um trabalho como outro qualquer, mas o laço de confiança que o público estabelece com elas é baseado na franqueza, no fato de elas propagandearem algo que realmente defendem. Se elas começarem a vender um produto em que não acreditam, vão se tornar garotas-propagandas quaisquer, como qualquer outra, tão convincente quanto Xuxa usando monange.

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    1. Pois é, às vezes fico “meio assim” de falar algo porque tem muita gente que entende errado, sabe?
      Mas o problema é que o negócio tá ficando forçado! Muiiita publicidade e tem coisas que realmente não estão “explicadas” como publicidade. Na verdade acho que as pessoas alimentam muito isso, sabe? Sempre tem que ter um modelo para seguir!

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  2. NOSSAAAAAAAA…
    confesso que fiquei apaixonada pelo texto Bia.. assim, sem palavras…. me lembre de depois te contar algumas coisas da minha vida de blogueira que tenho certeza de que vc vai identificar com esse texto…
    bjo grande… saudades de ti…

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  3. Adorei o post! Realmente ele transcreve tudo o que eu tenho refletido ultimamente sobre esses blogs e as pessoas que os fazem. O que acontece é que elas tem sim uma responsabilidade muito grande hoje, pois querendo ou não, se tornaram pessoas influentes no meio em que atuam e PARA quem atuam… Porém, como foi dito no final, deve-se desenvolver um código de ética e responsabilidade, mesmo que particular.
    Eu mesmo acompanho uns três blogs… o da Lilian Pacce, o Coisas de Moda da Susana Barbosa e o Dia de Beauté da Vic. SÓ. O resto me parece muito “wannabe'”, muito superficial, muito igual e homogêneo no conteúdo que apresentam. Enfim, no dia que esses blogs se encontrarem, se destacarem por personalidade e não por única e exclusivamente o tal do jabá, eu vou começar a pensar se elas vão realmente ter o poder de influenciar a minha pessoa. Beijão

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  4. Ótimo post Bia. Parabéns!!
    Acho que antes, todo mundo que criava um blog era de forma despretenciosa.
    Hoje, já é pra tentar um lugar ao sol. Eu mesma criei o meu pra tentar alavancar os meus trabalhos artesanais. Tô na persistência! rsrs…
    Se agente reparar nas blogueiras de sucesso, elas quase não usam marcas nacionais e acessíveis. Só usam peças da Marisa, C&A, Riachuelo, Hering e afins, quando está atrelado a algum tipo de ação da marca. O mesmo acontece com a make. E detalhe: normalmente elas ganham tudo, divulgam e agente acredita (ou não) e corre pra comprar.
    Não é atoa que o Fhits, por exemplo, vai virar e-commerce! Lucro certo.
    De uns tempos pra cá, reparei que há blogueiras que nem respondem comentários, nem no blog, nem twitter, nem face…Parece que elas nem precisam mais desse contato com o “mundo real”.
    Eu sigo alguns mais pelos looks mesmo, que se gosto, vejo como montar um parecido com peças mais acessíveis. Outros sigo porque gosto mesmo do blog e da blogueira! Ou sigo até pra pegar indicação e dicas de viagem! (você podia até fazer um post de SP hein…sou louca pra conhecer lá)
    Mas é isso ai…muitos blogs vão nascendo e morrendo no decorrer do tempo. Vai ficando o que traz algo de bom ou, seja rentável, ;).

    bjin

    http://arteira-atelie.blogspot.com

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    1. Ah, então, de certa maneira também uso faço “uso profissional” do meu blog. Só que, no meu caso, uso como um portfolio.
      Pois é! Igual aquela batalha de blogueiras da Marisa! E também a loja do FHitz que vai precisar de convite para entrar. Imagina você no shopping e precisar de convite para entrar na loja? Meio estranho né?
      Mas aqui, eu fiz um post com algumas diquinhas de SP! =D
      https://biasaltarelli.com/2011/05/20/guia-sp/

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      1. Pois é…não sou contra quem ganha dinheiro com blog. Pelo contrário, acho justo, é trabalho. Mas forçar a barra é que é dureza! Fica fake. Mas….
        Que MARA esse post…li tudo e amei…Só uma dúvida: dá pra fazer esses passeios de metrô ou você fez de táxi? Que região é melhor pra se hospedar? Indica algum hotel?
        Sou looooouuuuuca pra conhecer SP. Acho que será a cidade maravilhosa pra mim também, rsrs.
        bjuu…Obrigada Bia! ;)

        http://arteira-atelie.blogspot.com

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        1. Então, eu sempre uso muito metro quando vou pra SP! Só tente evitar os horários de pico porque é muiiito lotado!rs
          Só costumo andar de táxi quando é algum programa noturno ou quando não tem a opção de metro tipo o Ibirapuera!
          Quanto ao hotel costumo ficar no Formule 1 mesmo, que é mais barato. Tem 1 na rua Consolação que é quase na esquina com a Av. Paulista que na minha opinião é a melhor localização. Perto do movimento, pertinho do metro.
          Semana que vem vou pra lá e devo colocar mais algumas dicas aqui! Aí te aviso! =D

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  5. Eu penso muito nisso. Muito. Principalmente na questão da ética (ah, nenhuma) e da responsabilidade (dinheiro é meu e eu faço o que eu quiser)… Aqueles publieditoriais que tá na cara que a pessoa não usa o produto, que ela não gosta. Todo mundo tem o direito de reavaliar as opiniões, mas já escutei tanta coisa que sei lá…

    Até comentei isso no Modices, da Carla Lemos. Vejo nestes blogs e twitters que gongam blogueiras as queixas de que muitas meninas que falam mal de várias, mas nao deixam de entrar nos blogs. Será falta de opção? Ou será que elas sabem o que elas querem de verdade? Nem elas sabem…

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    1. Então, eu acho que as marcas deveriam ser mais criteriosas antes de escolher um blog para divulgar seu produto.Se eu tivesse uma marca procuraria alguém que realmente “tem a cara” dela, sabe? O problema é que todas querem lucro imediato então, procuram o que realmente vende.

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  6. Concordo plenamente! Vejo algumas blogueiras que estão um pouco deslumbradas com essa fama repentina, mas, por outro lado, também vejo que há as que estão tentando voltar às origens ou se justificar pelos “excessos” cometidos. Talvez isso se dê por causa das críticas e pelos perfis no Twitter e blogs que agora se dedicam a falar mal das donas de blogs. Acho que falta tato para lidar com esse glamour e até ética algumas vezes. Quando estamos escrevendo para um blog, acabamos contagiando as pessoas que curtem os nossos posts. Assim, temos que ter muita responsabilidade com tudo o que é dito e procurar postar a verdade sempre.

    No meu blog, por exemplo, eu busco essa transparência tanto com os leitores quanto com as empresas com as quais eu me relaciono. Ganhar dinheiro com um bom trabalho é normal, agora vender a sua opinião para algo que você não acredita já não é.

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  7. Perfeito! acho que ninguém mais aguenta o “comprei (ganhei?) e testei”, look do dia e etc…tudo ficando muito inacessível à grande maioria das pessoas…eu já abandonei a leitura de vários deles porque realmente acho que não são mais ‘pé no chão’. mas ao mesmo tempo que abandonei vários, comecei a ler vários e confesso que ando gostando do que leio.

    Parabéns!!! E continue fazendo o que vc faz aqui no blog!!!

    Bjss

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    1. Pois é!
      Eu acho feio quando alguma blogueira fala que comprou quando na verdade ganhou a peça! Não acho errado usar algo que foi ganhado e tem a ver com a pessoa, sabe? Mas a mentira e a falsidade não é legal.
      Obrigada pelo carinho! ;)

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  8. Oi Bia, venho refletindo já faz um tempo, no tanto que as pessoas estão “engolindo” tudo que aparece, sem fazer uma análise crítica do todo, consumo porque a maioria tem ou faz, leio os blogs da moda para muitas vezes copiar os looks, ou adquirir os signos daquele meio, a fim de dizer para todos que também arte desse meio, numa espécie de busca por aceitação…todo formador de opinião precisa ter muita responsabilidade com o que expõe ou diz, mas também sinto falta da coragem de algumas pessoas de dizer “isso eu não quero”, “isso não me serve ou não tem haver comigo”. Parabéns por tocar nesse assunto.

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  9. Oi Bia!! Você traduziu em palavras tudo o que ando pensando sobre estes blogs. Sou leitora de vários, tenho uma listinha que acompanho diariamente, e alguns deles estão se tornando enjoativos exatamente pelos motivos que você comenta no texto.
    Queria tanto ver mais conteúdos de moda sabe? Mas os posts são verdadeiros festivais de “looks do dia” e de “comprei, testei, amei”… uma pena!! Também vou continuara acompanhando todos por enquanto, mas alguns já não me agradam mais…

    Um beijo!

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  10. Amei o post! todo mundo hoje em dia tem blog… é uma febre! muitas vezes as “it girls” tem algo a acrescentar… as vzs nos inspiramos nos looks e aprendemos um pouco com elas (esse é o lado bom), porém alguns blogs que antes eu achava fundamentais viraram apenas mais um outdoor, a blogueira perdeu a identidade… enfim

    bjjjjjj

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  11. Oi Bia! Adorei seu texto, e ele aponta uma questão sobre a qual eu já vinha refletindo há um tempo. Acompanho vários blogs e vira e mexe me pergunto se aquela pessoa que eu via como real, como uma amiga conselheira, não está simplesmente vendendo produtos e se promovendo. Blog para mim é fonte de informação, é jornalismo de moda, não é meio de merchand (a não ser que a proposta seja esta e esteja clara). Comecei a refletir sobre isso depois que, percebendo que a blogueira que eu acompanhava estava muito mudada, resolvi reler posts mais antigos desse blog que era minha leitura diária. A menina, no começo, e esse foi o motivo e tema inicial do blog, se limitava a fazer críticas a celebridades, produtos, pessoas que via na rua, lugares. E era bacana, porque você se informava sobre coisas que não funcionavam bem. Hoje, quando alguém faz uma crítica a um post seu, ela responde de forma mais agressiva, como se não pudesse ser criticada. Tudo bem que ela tem o direito de se defender e algumas pessoas pegam pesado. Mas, convenhamos, falta coerência e pé no chão né, lembrar um pouco de onde veio, de como começou. Essa mesma blogueira em um post antigo dizia que adorava usar sapatilhas e rasteirinhas e não as tirava do pé, e que salto alto incomodava demais. Mais tarde, depois da fama, ela passou a andar mais montada e produzida e chegou a dizer que não vive sem um bom salto e que fica o dia todo com eles, que não incomodam de jeito nenhum (a maioria de uma marca específica). Era tímida e não queria mostrar o rosto, fazer vídeos. Hoje é toda caras e bocas. Enfim, também não estou aqui para citar nomes, mas tenho me decepcionado com algumas coisas que tenho visto e repensado algumas leituras. Nunca endeusei nenhuma blogueira, para mim elas não são (sub)celebridades, mas sei separar o joio do trigo. E é bom quando percebo que tem coisa autêntica e boa por aí nesse universo de blog, moda e beleza.

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  12. Parabéns, Bia! Muito bom ler o seu texto e, de certa forma, abre os nossos olhos para esse mundo blogueiro. Acho que tudo não passa de uma fase, e que daqui alguns anos, a moda nos blogs será de outra forma. Mas gosto do que estão produzindo, eventos que estão cobrindo e etc. Tudo tem seu tempo e, agora, é a vez delas.

    Temos que ter consciência para ler até jornal, quanto mais blogs de moda, não é mesmo? :) O seu texto com certeza vai levantar algumas reflexões. E a parte que mais gostei ao ler é que você, em momento nenhum, quis ser radical na sua opinião. Tudo tem dois lados, né? Não adianta só criticar ou só elogiar. Parabéns!

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    1. Oi, Gabi!
      Então, fico feliz que as pessoas entenderam o que eu quis colocar aqui e que, muita gente, concorda!
      Antes de escrever fiquei pensando que as pessoas poderiam confundir, achar que estava falando mal por falar, sem fundamento. Mas pelo visto consegui colocar as idéias direitinho né?hehehe

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  13. Tudo poderia ser resumido em uma frase:E é mais ou menos isso que acontece com os blogs: eles podem se tornar instrumentos que alimentam ilusões.

    E não só das leitoras mais também das próprias blogueiras pois como já foi dito aqui nos comentários: Agora é a vez delas. Porém tudo passa né
    Acredito que nós que acompanhamos os blogs em questão temos que fazer um exame de consciência e avaliar sob critérios pessoais aquilo que nos acrescenta e aquilo que não nos faz falta.

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    1. Pois é, Danila!
      Também acho que é o tempo dos blogs e as blogueiras tem mais é que aproveitar.
      Só acho que tem algumas que estão um pouco iludidas com uma coisa que não tem bases sólidas e tende a ser passageiro. Como eu disse no texto elas também são “um produto” desse meio.

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  14. Muito lúcido esse seu texto, Bia! Muito já se falou sobre o boom dos blogs de moda, mas vc disse o que muita gente não fala: sobre a relação entre idealização e realismo. E acrescento mais: essas blogueiras têm apenas a sua opinião para vender! Mas foi justamente isso que as alçou ao topo! A confiança que as leitoras têm em uma blogueira é seu maior trunfo. E o que muitas fizeram? Venderam a sua opinião (mesmo que caro) por jabás e propagandas. É claro que é ótimo ter esse tipo de negócio, mas, pra mim, perde-se totalmente o objetivo de um blog, que é onde se poderia ver a opinião real da pessoa.

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