Fogo

Estava sentada em frente ao computador lendo um edital quando sentiu um desespero tão grande que a fez ter calafrios e deixou seu coração acelerado. Parecia que tinha acordado de um sonho conturbado. Por menor que pudesse parecer, aquilo desencadeou uma reação que a fez lembrar de vários momentos, de pessoas que quiseram desvalorizá-la, de decepções e fraquezas e também de outras pessoas que por mais que tentassem ajudá-la só acabavam atrapalhando. Nada a irritava mais do que quando tentavam fazê-la desistir dos seus objetivos e por pura falta de sensibilidade achavam-na boba ou rebelde. Ela sabia que não era nada disso. Apenas sabia que podia ir muito além mas que a estrada para quem queria chegar tão longe seria assim mesmo, árdua e que antes ela precisaria se libertar das suas próprias amarras. Sentiu um medo terrível de tudo. Da vida, dos sonhos, do futuro, do presente e ainda mais medo de si mesma. Mas ainda assim ela simplesmente não podia podia deixar de lado porque o maior dos seus medos era desistir. Será que ela se esqueceria das raízes de suas paixões e viraria uma pessoa acomodada? Não. Por mais angústia que sua situação atual lhe causasse ela não conseguia deixar pra lá. Não podia. Não depois de tudo. Ela não conseguia se conformar com aquilo porque sabia que poderia até tentar fugir dos seus sonhos mas nunca conseguiria fugir de si mesma. De seus sentimentos intensos e de sua alma ardente que tinha tanta fome de vida. E agora ela tinha apenas uma certeza: era como um vulcão e um dia encontraria um meio de explodir.

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