Fim

Os olhos borrados escancaram o que eu não quero ver. Decretam o fim daquilo que mal começou. As lágrimas escorrem enquanto tento arrancar uma dor pungente de dentro do peito. Volto para mim e me vejo sozinha. Sozinha e mulher. Como bicho abandonado. Como menina jogada na rua. Não me reconheço. Sinto falta e não sei do que. Uma parte de mim foi embora com ele no mesmo momento que eu disse adeus. É como se algo quisesse me convencer que o amor não é mesmo pra mim. Nada adianta, ninguém é suficiente e ele não era mesmo diferente. Me sinto menina, ingênua, errada, pequena. De que vale me acharem bonita? Para que salto alto, luzes no cabelo, pele macia e cheiro de baunilha no pescoço? Para que intensidade se não existe entrega? Para que verdade se não existe coragem? Para que sentimento em tempos de desejos tão efêmeros e amores líquidos?
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