Para sempre

Noite de domingo, livros espalhados no chão e caneta no punho enquanto eu tento encontrar palavras para suprir essa falta que não sei ao certo de onde vem. Eu tento disfarçar mas é que lágrimas de dor não significam nada perto das angústias da alma. Meu estômago queima e lateja enquanto eu vomito palavras como se escrever pudesse me fazer digerir sentimentos indigestos. E eu vejo que já não me importo tanto assim com nós dois e que, mais uma vez, o problema nem é você. Sou eu. Eu quero mais do que isso. Eu que ainda estou procurando demais, desejando mais. Mas sabe, por algum momento eu achei que você poderia me encontrar. Me quietar, me fazer fixar raízes. Eu só não sabia ainda que para sempre, para sempre mesmo é só a minha vontade de ir embora. De viver, de me jogar, de me doar. Me dar para a vida. Me dar pro amor. Pro que me chama, pro que me inflama.

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