Quase 30

Daqueles dias nos quais eu paro por alguns minutos e tento entender o que é que estou fazendo aqui. Aos quase 30 anos eu tenho cada vez menos certezas. Essa viagem chamada “vida” às vezes perde um pouco o sentido e as buscas ainda fazem mais parte do que os caminhos certos. A insegurança aumenta na mesma proporção que o desejo de realizar e cada vez mais eu sei que não quero simplesmente passar os dias esperando minha vez de ir embora. Eu, que às vezes pareço tão “bem resolvida”, ainda preciso de alguém que me cuide, me entenda, me explique e me ensine. Durmo tarde e só quem vive nessas noites de insônia sabe o sentido real de se sentir viva. Viva e ao mesmo tempo morta. Aos quase 30 anos os amores são cada vez mais líquidos e o desejo de amar é cada vez mais sólido. Aos quase 30 anos a angústia aumenta mas a gente descobre que só pelas dúvidas e questionamentos a gente pode se tornar quem é. Aos quase 30 anos eu sei que a idade não é mais do que um artifício inventado pelos homens. Aos quase 30 anos eu preciso de menos certezas e muito mais amor no peito.
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