Sem ar

É que os olhos dele, quando me olham, são como se me despissem, como se arrancassem de mim qualquer proteção. Como se, apenas com o olhar, ele rasgasse minha roupa e as minhas defesas. E, de repente, ele me toma como refém. Sequestra os meus sentimentos. Não sou dona de mim. Não me controlo. Porque meu desejo agora é dele e meu corpo só faz responder aos estímulos. Porque eu o quis desde o primeiro momento. Mas eu também não queria. Eu evitei. Evitei porque sabia que não podia suportar. Porque meu corpo sossega colado no dele. Porque os meus lábios abrem-se junto aos dele. Porque não o quero, mas necessito. Preciso pra não sufocar. Porque longe dele o ar fica rarefeito e perto dele eu fico sem ar.

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