Amor, palavra-escrava

Enquanto eles amam, eu desvio. Enquanto eles leem, eu rio.
Não me chame de poeta. Eu, que nunca pensei nas métricas.
Que sou do verso, da vida e do espírito livre.
Minha única prisão é o viver sentindo em excesso.
Não sou escritora, não tenho autonomia. Não sou criativa nem extrovertida.
Eu sou só instrumento de escrita. Refém da palavra.
Refém daquilo que há de mais intenso e humano nessa vida. Aquilo que eles ainda nem sabem o que é.
Escrava do amor. Escrava de amar.
Desejo único de me doar.
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