Cafona/ Sentimental

04:28 de terça-feira. As insônias se tornaram agora um martírio para quem passa noites inteiras sozinha, de um lado para outro da cama. Pele arrepiada, calafrios e a vontade única do teu abraço, do teu corpo aconchegado no meu. De estar enroscada nos braços que eu achei que nunca me largariam e hoje nem mais me abraçam. Das mãos que não mais me tocam. Daquele beijo que a minha boca nunca mais experimentou.
Passo dias anestesiada, em uma aparente calma que sei que não é minha. Logo eu, que ainda teimo em ser tão escancarada com o sentir. Que só sei fazer do amor um escândalo. Eu, que me coloquei inteira para você. E que expus meu coração sem nenhum pudor. E agora você me ataca tão ferozmente com o teu silêncio. Me atinge em cheio o peito aberto, minha alma já tão machucada.
“And now that you took that part/ that used to be my heart/ All of me, why not take all of me?/ Can’t you see I’m a mess without you?”, canta Sinatra ao fundo, zombando do meu desespero cafona – afinal para que se entregar tanto em tempos modernos? – enquanto eu entendo que talvez o amor não me seja possível. E que a mim só cabem mesmo as cicatrizes e a poesia.

Sentimental

04:28 from tuesday. The insomnias became a martyrdom for who spend whole nights alone in bed. Chills, sensible skin and the only desire of your embrace. To be curled up in arms that I thought never leave me and not hug me anymore. The hands that not touch me more. That kiss my lips never experienced more.
Spend all days numbed, in an apparent calm that I know isn’t mine. Just me, still insist on being so wide open with feelings. I know only making love a scandal. I, who gave myself whole for you. And gave my heart so shamelessly. And now you attacking me so fiercely with your silence. You hit my open chest, my soul already so hurt.
“And now that you took that part / that used to be my heart / All of me, why not take all of me? / Can’t you see I’m a mess without you?”, sings Sinatra, laughing my sentimental despair – why so romantic in modern times? -, while I understand that maybe love isn’t for me. And for me only fit the scars and poetry.
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