Work me, lord

Daqueles dias nos quais a vida mais parece uma travessia por labirintos de arame farpado do qual é impossível sair ilesa.
O mundo parece sarcástico. Esmaga sem piedade a alma de quem nasceu com a sensibilidade exacerbada e nos perfura o coração a cada instante. Como hemorragia interna que só se descobre quando a morte já é mais viva.
Por aqui um eterno vazio. Um abismo obscuro que até eu mesma tenho medo de adentrar demais porque sei que nunca será preenchido. Uma dor sem remédio, uma ferida que só faz aprofundar e jamais cicatrizará. Uma fome que não cessa, um corpo que parece constantemente ardendo em febre. Um ciclo sem fim.
Work me, lord“, canta Janis em tom rasgado enquanto todos os dias eu ainda insisto : “Oh, Deus, me faça olhar para mim com os mesmos olhos que você me vê”.


Work me, lord

Some days life looks like a cross with barbed wire mazes that is impossible to get out unscathed.
The world seems sarcastic. Crushes without mercy the soul of who was born with a heightened sensitivity and pierces our hearts in every moment. Like as internal bleeding that is discovered just when death is more alive.
Here an eternal empty. A dark abyss that even I’m afraid enter because I know that will never be full. A pain without medicine, a wound that only deepens and never heal. A hunger that doesn’t cease, a body constantly burning fever. An endless cycle.
Work Me, Lord,” sings Janis in torn tone while every day I still insist: “Oh lord, make me look for myself with the same eyes that you see me.”

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