Náusea

Mais uma madrugada. Melatonina e ibuprofeno. Apoio a cabeça no travesseiro como quem busca abrigo em meio ao furacão. Apago as luzes e fecho os olhos pra tentar esquecer, mas a dor insiste e corrói como gotas de óleo fervente na pele em carne viva. O corpo teima em ser castigado porque não pode mais suportar ser somente objeto de desejo passageiro. A vida pesa mais quando se sente em excesso. Quando o desejo é demasiado. Quando a entrega é por demais intensa. A insensibilidade alheia queima lentamente pelas camadas da pele chegando ao âmago do sentir. A mediocridade exaure. A maneira que eles insistem em sentir ainda me dá náuseas.

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