Intravenosa

Sábado. Madrugada. Hospital. Emergência. Internação. Intravenosa.
Qualquer coisa pra me anestesiar até o último resquício de sentimento.
Abro os olhos quando o primeiro feixe de luz entra pela janela. Ainda estou no soro, meio fora de mim, mas pela primeira vez em 15 dias consigo dormir por mais de 3 horas sem acordar de sobressalto tentando entender esse silêncio que me atinge tal qual lâmina contaminada. Me rasga o peito, me corrói a alma, me dói até às vértebras.
Dois dias. Para ele, os melhores. Para mim, os piores. Enquanto ele segue em frente eu definho. Nada me mata mais do que quando se é covarde para amar. Nenhuma dor supera a de ser brutalmente ferida por sentir em demasia. Só queria ser Clementine em Brilho eterno de uma mente sem lembranças: “But I’m just a fucked-up girl who’s looking for my own peace of mind; don’t assign me yours”

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