Fugaz

Não sei em qual momento me peguei sob o clichê do amor. Mas minha vontade era te ligar. Te pedir pra deixar tudo de lado e voltar correndo. Como num choro, uma birra ou um desespero infantil. É que, apesar do tempo, da distância e até de outros homens, ainda é você que eu anseio com esse amor desvairado. Ainda é você incrustado no meu corpo como impressão digital, mesmo que já tenham passado quase quatro meses desde aquele dia 28. É por você que alguma coisa – que nem eu sei o que – dentro de mim insiste em machucar. Incômodo que não passa. Como cortar o dedo em folha de papel. Como picada de pernilongo. Não queria que nosso encontro tivesse sido tão fugaz, mas espero que entenda que ainda sou por demais minha pra aceitar que um romancezinho qualquer tome conta da minha vida.
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