Meu corpo fala – Despedida…

Como se o fim estivesse premeditado as insônias voltam à assolar as noites. São 03:27 quando pego aquela rolha e olho pela última vez. Tento lembrar de cada detalhe, cada toque. Confidência, sensação e desejo. Mas esse amor se tornou tão pequeno que tudo o que sobrou foi aquele pedaço de cortiça. Bebo o último gole como quem precisa de coragem para o suspiro derradeiro. Jogo a rolha no lixo. Como quem se despede do ente mais amado. Como quem enterra a melhor lembrança, mas sabe que a vida continua a cobrar com toda dureza. Abro mão da gente. Ainda dói todos os dias. Você sabe que ainda o desejo como naquela noite, mas querer você é me perder de mim e não posso mais. Não assim.
Quase um ano depois a minha lista de perguntas pra tentar entender o que aconteceu para se afastar tanto ainda persiste. Tentei aceitar, “te disse pra ser feliz e passar bem”, mas meu corpo não aceita. Fala por si. Meu útero não suporta e adoece. Sangra. Desde aquele dia algo se estraçalhou aqui dentro. Cada homem que me toca só me leva de volta para você. E agora eu preciso voltar para mim.

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