Não se come a carne

“Onde se ganha o pão não se come a carne”.
Mesmo naquele first day ainda tentava manter o foco.
Vestia a máscara.
Encarava com seriedade.
Respirava fundo a cada troca de olhar.
Tentava separar as coisas, mas a vida me esfregava na cara ser uma só. Insistia em mostrar que sou por demais inteira para me doar aos poucos para o que me chama com tanta volúpia.
Desejo que consome qualquer vestígio de razão.
Insiste.
Desassossega.
Aqueles olhos. Barba por fazer. Sorriso de canto de boca.
Imaginação. Fantasia.
Não me contenho.
Pisa no freio quando quero avançar o sinal vermelho.
Ainda recuamos quando chegamos tão perto.

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