Roda-gigante

É só esse vazio.

Abismo.
Falta de abraço.
Estar perto.
Cuidado e cuidar.
Eu costumava discordar do “é impossível ser feliz sozinho.”
Agora entendo.

O corpo é só minha porta de entrada.
Só sei ser corpo e alma.
Agora angústia e falta.
Dilacerada pela vida.
Sempre quis “ser importante sendo diferente”.
Agora parte de uma história.
Não me encaixava.
Agora parte do todo.
O estranhamento não é mais meu.
Nosso.

O desejo permanece.
Insiste.
Arde.
Queima.
Desassossega.

Mas não me reconheço mais mulher.
Apenas humana.
Instinto animal.
Primitivo.

Eis que é chegada a “última hora”.
Todo amor que não demos.
E agora já não temos tempo.

“O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração”

 

 

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