Até mais…

Eu nunca acreditei que esse momento chegaria.

Mesmo com tantos desencontros eu acreditava.

Ainda me entregava inteira.

Mas chegou. E você deixou.

Elástico que afrouxa.

Eu escrevi para outro.

SEMPRE seria você.

Mas não posso mais lidar com suas escolhas.

Não quero mais.

Ainda tem medo demais.

Pra escolher quem te ama. Quem te escolhe.

Eu teimo em me entregar demais.

Mas eu sei que preciso de mais.

Tempestade

Noite de domingo. Cada gole de vinho, um golpe de azia na alma.
Ânsia de vômito.
Como gotas de alcool na pele que ainda S angra ENTE.
Tempestade. Garoa.
Eu. Você.
Crua.
Inundo, transbordo, faço estrago.
Entrego. Bagunço. Desordeno.

Você?

Esconde.
Respinga.

Devagar.
Como quem não desejar sentir a água contra a pele.

Eu?
Ainda não caibo no pouco que insiste em tentar me encaixar.

Fantasia

Sábado. Noite. Babyliss. Cabelo. Maquiagem.
FANTASIA.
Costumava desejar tuas mãos. Teu corpo junto ao meu à cada madrugada de insônia.
Agora só sinto que com você minha alma seria moldada. MORNO. Ainda busco incêndio.
Diz que não, mas receia qualquer coisa que não se encaixe no padrão “Ford T”.
Nas fronteiras dessa vida, é preciso escolher o que se quer enfrentar.
Bandeira Branca. W.O. Essa nossa guerra já não é mais minha. Me retiro desse campo de batalha.
O toque agora será outro. Eu vou aceitar. Passivamente. Vou até fingir.
Foi você.
Foi você quem me colocou nas mãos de outro (s). Foi você quem me me fez querer ir embora. De novo. Pela última vez.

Tempo

Mais uma semana. Mais dias suportando. As obrigações tomam conta. Sexta. Forró. Rock. Mas não tem aquele jazz. Nevertheless…
Que espécie de falta é essa que ainda insiste em queimar?
Você canta e toca. Eu escrevo para sufocar sentimentos e desejos.
A morte chega perto. Assola. Tudo é tão pequeno.
Sábado. E ainda perdemos tanto tempo…