Reencontro

Calor. Verão.
Renda amarela.
Inquietudes.
Encontro. Bocas.
Unidos pelo desejo.
Bobagens no ouvido.
Pele, corpos, vontades.
Pernas. Suores.
Inteiros.
Viscerais.

Saudade

Eu nem me atrevo a chamar de saudade

essa angústia que agora me prende o peito.

Não tenho certeza.

Quase faz cócegas.

Incomoda. Perturba.

Quase dói. Tão juntos. Próximos.

Tão longe. Tão sintonizados.

Tão distante.

Tanta coisa por viver.

Aquela música por dançar.

Aquele último gole.

Saideira.

Eu não sei. Você também não.

Já não conto os dias, mas te espero quero.

Ainda é você

A saudade corrói mais uma noite. Toma conta. Abro aquele último vinho que estava guardado. O excesso de pensar ainda é minha briga. Luto a cada minuto contra sentir demais. Dia e noite. “Can’t you see I’m a mess without you”?
Tem aquele que quase ocupou esse vazio, mas decidiu ir embora. Tem o que tentei, mas nunca amei.
E tem você.
“It had to be you”. I used to think.
Eu tento. Nego. Disfarço porque já conheço o final desse filme.
Não vou mudar pra ter você. Não posso. Minha verdade é forte demais.
Mas quanto mais distante mais vontade.
Quando mais longe, mais quero.
O corpo não nega. Não sabe suportar. Deseja. Incendeia.
Arrepia. Transforma. Grita. Arde.