Avesso

Passei 1 ano juntando os cacos. Revirando essa história do avesso. Tentando recolher os destroços de mim mesma.
Meu corpo queima a cada noite. Eu ainda sinto saudades demais. E você ainda se afasta demais.
Parece que foi ontem que esteve em meus braços. Talvez você não saiba, mas, naquela noite, apesar da devassidão, eu não passava de uma menina te pedindo pra ficar.
02:42. Entro no chuveiro. Esfrego a pele com força para tentar remover o que ainda ficou impregnado desse amor. Como quem busca extrair todo veneno.
Nada adianta. Tudo o que consigo são manchas vermelhas e um ardor violento que só me leva de volta pra você.
Choro de desejo e te chamo com todos os sentidos. Com a carne. Com a volúpia do corpo. Com sentimentos puros e anseios intensos.
Viro do avesso. Até tento, mas é por você que eu ainda arrepio. Enquanto prefere fingir felicidade com outra.
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Violência do desejo

Em cada poro do corpo. A vontade de ter mais uma vez. Falo com todos para evitar você. Deslizo entre outros amores. Agora aceito de bom grado que me toquem só para tentar apagar a violência desse desejo. Para esquecer tuas carícias. Vivo ao sabor da carne. Das paixões baratas e dos jogos de seduzir: “love was such an easy game to play”. Aí sim, eu “tiro de letra”. Engano bem. Mas ainda castigo o máximo da mulher em mim no corpo de outro. Me desligo de você, mas com pesar em todo o meu ser.

Game over

Era só mais uma madrugada quando eu ainda bebia o resto de vinho da garrafa. Bebia para tentar diluir sentimentos. Há quase 1 mês meu corpo adoece por te querer de volta. Pra tentar expulsar esse amor contido no peito. Amor reprimido. Desejo que queima todos os dias. Desassossego. Mas declaro: não suporto mais conviver com tua falta de coragem. Não quero mais ser parte do teu jogo. Bandeira branca. Não aceito mais ser teu adversário porque essa luta é tua. Game over. Acabou pra mim. Acabou pra gente. Eu ainda tento alguma coisa intensa o bastante pra te tirar desse marasmo. Quanto mais você teme mais eu avanço. Enquanto se esconde eu exponho. Não me venha mais com meio termo porque agora aceito o que for inteiro.

Quando a noite terminava…

É mais uma noite quando o peito aperta e sufoca como se o ar me faltasse. De segunda a sexta a rotina pesada alivia, mas se paro por apenas um segundo; dor, saudade, perda. Eu tentei ser de outro e, quando me dei conta, era a tua falta que eu sentia. Fracassei mais uma vez. Eram as tuas mãos que sabiam me tocar, teu corpo que se encaixava no meu e só as tuas carícias me estremeciam. Era por você que meu desejo ainda clamava quando a noite terminava.
Volto pra mim.
Não ser de ninguém é menos cruel do que ser dele sendo tua.
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