Violência do desejo

Em cada poro do corpo. A vontade de ter mais uma vez. Falo com todos para evitar você. Deslizo entre outros amores. Agora aceito de bom grado que me toquem só para tentar apagar a violência desse desejo. Para esquecer tuas carícias. Vivo ao sabor da carne. Das paixões baratas e dos jogos de seduzir: “love was such an easy game to play”. Aí sim, eu “tiro de letra”. Engano bem. Mas ainda castigo o máximo da mulher em mim no corpo de outro. Me desligo de você, mas com pesar em todo o meu ser.

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Game over

Era só mais uma madrugada quando eu ainda bebia o resto de vinho da garrafa. Bebia para tentar diluir sentimentos. Há quase 1 mês meu corpo adoece por te querer de volta. Pra tentar expulsar esse amor contido no peito. Amor reprimido. Desejo que queima todos os dias. Desassossego. Mas declaro: não suporto mais conviver com tua falta de coragem. Não quero mais ser parte do teu jogo. Bandeira branca. Não aceito mais ser teu adversário porque essa luta é tua. Game over. Acabou pra mim. Acabou pra gente. Eu ainda tento alguma coisa intensa o bastante pra te tirar desse marasmo. Quanto mais você teme mais eu avanço. Enquanto se esconde eu exponho. Não me venha mais com meio termo porque agora aceito o que for inteiro.

Quando a noite terminava…

É mais uma noite quando o peito aperta e sufoca como se o ar me faltasse. De segunda a sexta a rotina pesada alivia, mas se paro por apenas um segundo; dor, saudade, perda. Eu tentei ser de outro e, quando me dei conta, era a tua falta que eu sentia. Fracassei mais uma vez. Eram as tuas mãos que sabiam me tocar, teu corpo que se encaixava no meu e só as tuas carícias me estremeciam. Era por você que meu desejo ainda clamava quando a noite terminava.
Volto pra mim.
Não ser de ninguém é menos cruel do que ser dele sendo tua.
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Ainda vou sentir tua falta…

Pode passar 1 ano que eu ainda vou ter o teu gosto no meu corpo. Incrustada na pele a marca do desejo, do mesmo jeito que a Ella canta: “That this longing for you follows wherever I go […] Under the hide of me. Theres an oh such a hungry yearning burning inside of me”. E ainda que venham outros homens eu ainda vou me lembrar daquela noite de um dia 28 qualquer. E não importa que eu esteja bem ou que você esteja com ela. Porque ainda que não admita continua fugindo. Eu sempre vou ser aquela mulher que te perturba. E eu ainda vou sentir tua falta cada vez que outras mãos me tocarem. E cada vez que tiver que dizer “sim” para outro que não você.