Ainda pensas que não sei?

Mais uma noite. Ainda teimo em arrancar peles dos lábios e cascas de machucados. Tento evitar, mas uma única lágrima insiste em escorrer quando o telefone dá sinal. Sabia que era você. Solto os cabelos pra não sufocar. Deito no chão frio enquanto ainda vejo tua imagem e, pouco tempo depois, ouço tua voz. Pareces tão seguro. Será que ainda pensas que não sei das tuas inquietações; das tuas noites de insônia a rolar na cama? Pensas que não sei do teu orgulho, da tua teimosia? Da tua dificuldade em te mostrar? Inteiro, vulnerável. Pensas que não sei do teu medo de parecer frágil e dar errado mais uma vez? Pensas que não sei do teu receio de chegar perto demais e não ser mais capaz de te soltar? Pensas que não consigo ver muito além dessa armadura que ainda teimas em trajar? Pensas que não sei que só te afastas de mim por medo de ti mesmo?

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Na madrugada…

Já é domingo. O único dia da semana no qual se torna impossível fugir do amor. Talvez por isso meu inconsciente ainda teime em passar as madrugadas em claro. Pro dia começar mais tarde e durar menos. Penso em alugar um carro ou ir direto comprar uma passagem de ida no primeiro guichê da rodoviária pra forjar uma partida assim que o sol nascer. Uma cena qualquer pra chamar tua atenção. Qualquer outro tentaria me impedir de ir embora e me imploraria pra ficar. Desisto da ideia porque pela primeira vez não quero ir embora se não puder ir contigo. Ainda que aqui nada me segure talvez lá seja pior. Abro outra garrafa de vinho. Tento recorrer ao antigo clichê dos boêmios e românticos: “love is a dog from hell”, já dizia aquele velho safado. Como se eu pudesse ser tão óbvia e previsível. Tua falta só fica mais evidente ainda que eu esteja decidida a não tentar mais.

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Só sou louca por uma coisa

“Só sou louca por uma coisa, você.”, é o que leio nas páginas de Henry Miller, enquanto insiste em manter essa distância entre nós. Mas, nesses tempos, ninguém se entrega mesmo de verdade. As desvairadas como eu não podem amar. De repente o amor não passa de mais uma insensatez, uma tolice qualquer. Nada mais do que um jogo para dois no qual eu sempre perco enquanto você teima em se defender mesmo quando não há ataque. Mas não, a culpa não é sua. A culpa é minha. Só minha. Eu que carrego o fardo de sentir e querer demais ao invés de me conformar com esses tempos de fast food, amores instantâneos e desejos corriqueiros pautados em egos.

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Náusea

Mais uma madrugada. Melatonina e ibuprofeno. Apoio a cabeça no travesseiro como quem busca abrigo em meio ao furacão. Apago as luzes e fecho os olhos pra tentar esquecer, mas a dor insiste e corrói como gotas de óleo fervente na pele em carne viva. O corpo teima em ser castigado porque não pode mais suportar ser somente objeto de desejo passageiro. A vida pesa mais quando se sente em excesso. Quando o desejo é demasiado. Quando a entrega é por demais intensa. A insensibilidade alheia queima lentamente pelas camadas da pele chegando ao âmago do sentir. A mediocridade exaure. A maneira que eles insistem em sentir ainda me dá náuseas.

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