Violência do desejo

Em cada poro do corpo. A vontade de ter mais uma vez. Falo com todos para evitar você. Deslizo entre outros amores. Agora aceito de bom grado que me toquem só para tentar apagar a violência desse desejo. Para esquecer tuas carícias. Vivo ao sabor da carne. Das paixões baratas e dos jogos de seduzir: “love was such an easy game to play”. Aí sim, eu “tiro de letra”. Engano bem. Mas ainda castigo o máximo da mulher em mim no corpo de outro. Me desligo de você, mas com pesar em todo o meu ser.

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Game over

Era só mais uma madrugada quando eu ainda bebia o resto de vinho da garrafa. Bebia para tentar diluir sentimentos. Há quase 1 mês meu corpo adoece por te querer de volta. Pra tentar expulsar esse amor contido no peito. Amor reprimido. Desejo que queima todos os dias. Desassossego. Mas declaro: não suporto mais conviver com tua falta de coragem. Não quero mais ser parte do teu jogo. Bandeira branca. Não aceito mais ser teu adversário porque essa luta é tua. Game over. Acabou pra mim. Acabou pra gente. Eu ainda tento alguma coisa intensa o bastante pra te tirar desse marasmo. Quanto mais você teme mais eu avanço. Enquanto se esconde eu exponho. Não me venha mais com meio termo porque agora aceito o que for inteiro.

Meu corpo fala – Despedida…

Como se o fim estivesse premeditado as insônias voltam à assolar as noites. São 03:27 quando pego aquela rolha e olho pela última vez. Tento lembrar de cada detalhe, cada toque. Confidência, sensação e desejo. Mas esse amor se tornou tão pequeno que tudo o que sobrou foi aquele pedaço de cortiça. Bebo o último gole como quem precisa de coragem para o suspiro derradeiro. Jogo a rolha no lixo. Como quem se despede do ente mais amado. Como quem enterra a melhor lembrança, mas sabe que a vida continua a cobrar com toda dureza. Abro mão da gente. Ainda dói todos os dias. Você sabe que ainda o desejo como naquela noite, mas querer você é me perder de mim e não posso mais. Não assim.
Quase um ano depois a minha lista de perguntas pra tentar entender o que aconteceu para se afastar tanto ainda persiste. Tentei aceitar, “te disse pra ser feliz e passar bem”, mas meu corpo não aceita. Fala por si. Meu útero não suporta e adoece. Sangra. Desde aquele dia algo se estraçalhou aqui dentro. Cada homem que me toca só me leva de volta para você. E agora eu preciso voltar para mim.

De que vale essa saudade?

Não responde. Desvia o olhar. Não consegue encarar. Até quando está distante. Mas sabe, não é de mim que você se esconde, meu bem.
É só o que eu queria te dizer. Eu não mudaria nada.
Eu só queria ser capaz de garantir que você soubesse. Só queria te fazer acreditar que, eu sou sim, toda errada. Meu lado preferido é o avesso. Sou só essa mulher que não se contém porque é o único jeito que encontrei. É só assim que eu consigo. Mas perto de você eu não sou mais do que sua “doce menina” querendo se entregar. Inteira. Em carne crua. Em corpo, sentimento e desejo.
Afinal, de que vale essa saudade se continua longe? Se toda vez que chego mais perto ainda se afasta e vai embora?
Me diz, meu bem: como eu faço para entrar e ficar?
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