No tapete atrás da porta

Ainda me recordo daquelas noites nas quais eu costumava me jogar no chão do quarto ouvindo “Atrás da porta” na versão de Elis: “até provar quinda sou tua”. Dizer que era dele era mais fácil do que assumir que nunca fui mais do que o vira-lata sem dono e tinha que dar conta sozinha. Como na história da “Dama e o Vagabundo”, só que nunca fui a dama. Quiçá apenas uma forma de me iludir, achando que eu tinha lugar no mundo só pra me afastar de mim e escapar dos becos sem saída da minha vida emocional e aceitar que talvez eu realmente prefira a crueza da solidão sem disfarces do que o vazio das relações em tempos líquidos. Porque a verdade é que busco esses pseudo romances pra me livrar do excesso de sentir e depois vejo que aquilo que eu tento chamar de amor é só um capricho, uma teimosia em tentar amar sem máscaras.

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Atrás da porta: Ah, Chico!

O “Atrás da Porta” desse mês é um pouquinho diferente. Hoje eu estava totalmente “atarentada” com foco em outro projeto e blog em segundo plano quando, hoje de manhã, recebo um email da minha amiga Aline Euzébio (@alineboches) – que, diga-se de passagem, acho que já posso considerá-la colaboradora especial do blog =) – dizendo o seguinte:

“Hoje é aniversário do Chico Buarque, não vai ter nem um post de homenagem, já que seu blog é todo ‘chicoso’?”

Eu fiquei pensando e percebi que, se não falasse dele, ia ser uma desfeita muito grande, já que tive a audácia de pegar títulos ou trechos de canções do Chico (tudo explicadinho aqui!) para nomear as seções do blog. Então, como essa é a seção para falar de amor, o post de hoje é para ele…

Esse texto não é mais que mais que um texto de amor. É a palavra de uma mulher que às vezes é moça, às vezes triste, mas às vezes se sente tão linda de se admirar e, por você, se contentaria apenas com um sonho de valsa ou um corte de cetim. Quem dera fosse uma declaração de amor romântica, mas é só um pedaço de mim, apenas umas idéias atrapalhadas dessa moça em contraluz para te dizer que, com você, a vida é muito mais samba, choro e rock’n’roll. Com você, atrás da porta, não tem vergonha, não tem governo e não tem juízo. Ah, Chico, e se eu pudesse entrar na sua vida…