Depois daquela noite

Desde aquela noite o sinto impregnado em mim. Meu corpo ainda é consumido pelo desejo. Minha carne clama por tuas mãos, tua boca, teu cheiro. Teu gosto, incrustado na pele, me faz querer mais a cada instante. Mas o meu desejo é só por aquele homem. Aquele, que conheci de verdade naquela noite, e que insisto em buscar com esse amor desesperado e faminto, mas que, sem aviso prévio, desaparece na poeira dos dias, enquanto me resta esse estranho. Estranho familiar, mas não o meu homem.

 

Entre em contato comigo pelas redes sociais ou envie uma mensagem pelo “Fale comigo“:
Instagram Facebook Twitter Pinterest- LinkedIn

Descompasso II

E eu ainda me pego pensando naquele homem e, estranhamente, não me importo em estar tão vulnerável. Porque o desejo com instinto cego e quando estamos juntos nada mais importa. E eles não entendem, porque ainda sentem tão pouco perto desse nosso descontrole. Porque entre a gente é assim: tudo é descompasso. Beleza e encantamento. Desrazão. A carne insensata que pede mais. O corpo que deixa de ser dono de si e a vontade única de perder-me em seus braços, enquanto fundimos nossos corpos e você deixa marcas profundas na minha pele.

Carne

Eu não falo grego mas ainda assim não me entende. Porque essas conversas digitadas não me dizem mais nada. E nem mesmo mil palavras iriam me acalmar o desejo.
Porque a minha pele ainda se arrepia ao lembrar do toque e aquele cheiro ficou impregnado em cada parte do meu corpo. E posso sentir o sangue latejando, enquanto a carne clama intensamente essa presença, ao mesmo tempo em que escuto o Chico cantando: “meu corpo é testemunha do bem que ele me faz”.
Porque algo em mim teima em te dizer sim. Em querer ainda mais. Em te querer mais.