Juntos III

Essa paixão que explode em cada poro da pele. O cheiro e o toque das mãos impregnado nas curvas do corpo. Esse desejo que consome a alma, devora as entranhas. Toma conta. Deixa tudo sem controle. E tudo isso por esse amor ridículo. Sem nenhuma decência ou futuro. Amor com prazo de validade. E ainda assim é você que eu quero. E nessa louca insensatez eu confesso: eu tento escapar, mas é com você que eu me deparo quando a noite vem. Porque é o único pelo qual meu corpo clama e é pra você que minha alma está entregue.

Descompasso II

E eu ainda me pego pensando naquele homem e, estranhamente, não me importo em estar tão vulnerável. Porque o desejo com instinto cego e quando estamos juntos nada mais importa. E eles não entendem, porque ainda sentem tão pouco perto desse nosso descontrole. Porque entre a gente é assim: tudo é descompasso. Beleza e encantamento. Desrazão. A carne insensata que pede mais. O corpo que deixa de ser dono de si e a vontade única de perder-me em seus braços, enquanto fundimos nossos corpos e você deixa marcas profundas na minha pele.

Noite quente

Tão quente que me atirei debaixo do chuveiro gelado às 3 da manhã. Sozinha, luzes apagadas e somente o pequeno abajur ao lado da cama permaneceu aceso. Pele nua e arrepiada. Apenas os cabelos soltos e desgrenhados cobriam parte das costas. Creme de baunilha. Calcinha de renda e camiseta de algodão. O corpo queima e o desejo perdura. Eu ainda o espero todas as noites porque tenho o nome dele incrustado em cada curva do meu corpo. E que se a noite é por demais quente, se a vontade desse amor é urgente, o coração dele ainda é displicente.

 

Carne

Eu não falo grego mas ainda assim não me entende. Porque essas conversas digitadas não me dizem mais nada. E nem mesmo mil palavras iriam me acalmar o desejo.
Porque a minha pele ainda se arrepia ao lembrar do toque e aquele cheiro ficou impregnado em cada parte do meu corpo. E posso sentir o sangue latejando, enquanto a carne clama intensamente essa presença, ao mesmo tempo em que escuto o Chico cantando: “meu corpo é testemunha do bem que ele me faz”.
Porque algo em mim teima em te dizer sim. Em querer ainda mais. Em te querer mais.