Desejo de mulher

Sou mulher. Sou fêmea. No cio. Sou sim. Desavergonhada. Despudorada. Devassa até os ossos; até o dedo mindinho; até o frizz dos cabelos. Mas só pelo amor. Pelo desejo do meu homem. Não é orgulho; eu confesso, eu grito: ainda é saudade, essa dor que me rasga o peito nas madrugadas. Mas, em algum momento, o peso desse amor ficou maior que a saudade.  Minhas palavras parecem já não tocar mais. A beleza é só mais um artifício que ele usa para me castigar. Pra me mostrar que sou só objeto de desejo passageiro; que sirvo pra cama, mas não para a sala de estar. Para mais uma vez, ter alguém pra entregar o coração de maneira tão leviana; alguém pra me apontar o dedo e provar que não me encaixo.

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Juntos III

Essa paixão que explode em cada poro da pele. O cheiro e o toque das mãos impregnado nas curvas do corpo. Esse desejo que consome a alma, devora as entranhas. Toma conta. Deixa tudo sem controle. E tudo isso por esse amor ridículo. Sem nenhuma decência ou futuro. Amor com prazo de validade. E ainda assim é você que eu quero. E nessa louca insensatez eu confesso: eu tento escapar, mas é com você que eu me deparo quando a noite vem. Porque é o único pelo qual meu corpo clama e é pra você que minha alma está entregue.

Descompasso II

E eu ainda me pego pensando naquele homem e, estranhamente, não me importo em estar tão vulnerável. Porque o desejo com instinto cego e quando estamos juntos nada mais importa. E eles não entendem, porque ainda sentem tão pouco perto desse nosso descontrole. Porque entre a gente é assim: tudo é descompasso. Beleza e encantamento. Desrazão. A carne insensata que pede mais. O corpo que deixa de ser dono de si e a vontade única de perder-me em seus braços, enquanto fundimos nossos corpos e você deixa marcas profundas na minha pele.