Night and day

Inverno. Aquele porre de vinho e jazz. A voz suave de Ella ao fundo: “There’s an on such a hungry yearning burning inside of me”.  Madrugada de sábado e tempo demais sem a tua presença. Tempo demais desperdiçado longe de você. O amor tem que ser usado, gasto até a última gota. O termômetro marca 14 graus mas eu ainda queimo pelo excesso de desejo. Calor da alma. Calor que toma conta de cada mínima parte do meu corpo. Como se todos estivessem no inverno e somente eu esquecida no verão. Logo eu, que carrego esse fardo da indisciplina do corpo, que insiste em te querer a cada instante: “night and day […] wheter near to me, or far”.

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Noite quente

Tão quente que me atirei debaixo do chuveiro gelado às 3 da manhã. Sozinha, luzes apagadas e somente o pequeno abajur ao lado da cama permaneceu aceso. Pele nua e arrepiada. Apenas os cabelos soltos e desgrenhados cobriam parte das costas. Creme de baunilha. Calcinha de renda e camiseta de algodão. O corpo queima e o desejo perdura. Eu ainda o espero todas as noites porque tenho o nome dele incrustado em cada curva do meu corpo. E que se a noite é por demais quente, se a vontade desse amor é urgente, o coração dele ainda é displicente.

 

Verão

Noite de verão. Corpo quente, pele nua e pés descalços. Banho gelado e calcinha de algodão. Nó nos cabelos. Alma sedenta e o gosto de um gole de cerveja. É calor que invade o ambiente. Luz apagada, janela aberta e corpo sem dono jogado no chão. Overdose de jazz e blues. Na playlist aleatória uma voz suave canta “some like it hot”. E eu sem lugar. De coração todo sozinho, corpo que clama por vontades saciadas e alma que pede socorro. Desejando frio, vinho e edredom. Para me jogar debaixo das cobertas como para não ficar sozinha. Eu gosto do inverno porque na minha alma é verão o ano inteiro. É calor, fogo e febre que duram todos os dias do ano.